Jardins Floridos...pradarias...florestas.
Quem poderia imaginar que nessa beleza há cura?
Tenho uma gratidão enorme ao Universo pelo trabalho pioneiro de Edward Bach e por todos os que se tornaram canais para o ancoramento de Sistemas Florais, como Patricia Kaminski,Richard Katz( Sistema Californiano),Steve Johnson(Sistema do Alaska),Ian White(Sistema Australiano), Cíntia( Deserto) e mais , mais...
Minha identificação maior é com os Sistemas Californiano e do Alaska.Mas uso outras floras sempre que percebo que atendem melhor aos padrões apresentados pelas pessoas que me procuram.
Posto, então:
O QUE SÃO AS ESSÊNCIAS FLORAIS?
As essências florais são extratos líquidos sutis,geralmente ingeridos por via oral,usados para tratar profundas questões do bem-estar emocional,do desenvolvimento da alma e da saúde do corpo-mente.Embora o uso de flores para a cura tenha muitoa precedentes na antiguidade,a aplicação precisa das essências florais em emoções e atitudes específicas foi desenvolvida pela primeira vez por um médico inglês,o Dr. Edward Bach,na década de 30.Hoje,as essências florais estão ganhando reconhecimento profissional no mundo todo por sua significativa contribuição para a saúde holística e para os programas de bem-estar.
Em geral, as essências florais são preparadas a partir de uma infusão solar de flores silvestres ou flors intatas de um jardim em um recipiente com água,que é posteriormente diluída,potencializada e conservada em conhaque.A preparação com qualidade requer uma cuidadosa atenção à pureza do ambiente,à vibração e potência das flores,às condições celestes e meteorológicas, e um estudo sensível das propriedades físicas e energéticas da planta ao longo dos seus ciclos de crescimento.
Embora as essências florais se assemelhem a outros medicamentos apresentados em frascos com conta-gotas,elas não agem devido à composição química do líquido e sim por causa das energias vitais provenientes da planta e contidas na matriz à base de água.Como os remédios homeopáticos,as essências florais têm uma natureza vibracional.Elas são altamente diluídas,sob um ponto de vista físico,porém contêm um poder sutil enquanto substâncias potencializadas,pois incorporam os padrões energéticos específicos de cada flor.Seu impacto não é o resultado de alguma interação bioquímica direta na fidiologia do corpo.Pelo contrário,as essências florais atuam através dos vários campos de energia humanos, os quais por sua vez influenciam o bem-estar mental,emocional e físico.
A ação das essências florais pode ser comparada aos efeitos que experimentamos ao ouvir uma peça musical particularmente emocionante ou ao contemplar uma inspirada obra de arte.As ondas luminosas ou sonoras que chegam aos nossos sentidos podem evocar sentimentos profundos em nossa alma,os quais indiretamente afetam nossa respiração,ritmo da pulsação e outros estados físicos.Esses padrões não nos causam impacto pela intervenção física ou química direta em nosso corpo.Ao contrário,é o contorno e o arranjo da luz ou do som que despertam em nossa alma uma experiência semelhante àquela que nasceu dentro da alma do criador da forma musical ou artística.Esse é o fenômeno da ressonância,tal como acontece quando uma corda de guitarra soa ao ser entoada a nota correspondente.De modo similar, a estrutura e a forma específicas das forças vitais transmitidas por cada essência floral fazem ressoar, e despertam,qualidades perticulares na alma humana.
SOBRE O RESCUE REMEDY
Pode ser visto como um elemento único a ser acrescentado em fórmulas florais ou pode ser usado sozinho.É da maior eficácia em qualquer situação de trauma profundo ou emergência,ajudando a pessoa a lidar com a dor e o choque extremos.Esta fórmula literalmente ajuda a parte anímico-espiritual do Eu a permanecer encarnada ou conectada ao corpo físico,mesmo sob a mais extrema tensão.Ela traz equilibrio e harmonia imediatos nas situações agudas.Em geral,é pouco indicada no trabalho terapêutico de desenvolvimento da alma a longo prazo;porém pode ser empregada nos estágios iniciais desse trabalho,quando parece difícil a pessoa fazer contato com seu Eu Superior ou quando o Eu precisa ser estabilizado antes de se iniciar o trabalho interior.
É composto pelas seguintes essências:
Cherry Plum +Clematis+Impatiens+Rock Rose+Star of Bethlehem
Cherry Plum - descontrole
Clematis - alheamento e fuga
Impatiens - irritação,tensão e intolerância
Roc k Rose - Terror, pânico
Star of Bthlehem - choque, trauma
Qualquer um de vocês pode e deve comprar um Rescue para fazer parte da farmácia doméstica.
Em casos de urgência, tomar 4 gotas periodicamente: hora em hora, duas em duas horas...
Quando o choque é grande, até de 10 em 10 minutos, até que se melhore um pouco.Existe o Rescue Remedy em creme, cuja validade é maior.E traz os mesmos benefícios!
Paz e Luz
Cris
quarta-feira, 13 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
O LUGAR ESCURO - HELOISA SEIXAS
Alô pessoas...
Esse trecho que agora posto para vocês muito me comoveu e acalentou. A corajosa autora descreve com riqueza de detalhes o que se passa conosco. E como de repente a gente se vê...
Ela se expõe e assim permite que nós consigamos lamentar sem culpa. E perder o medo da extrema solidão.
(pg 78)
"Nos filmes e nos livros é assim. O marido quer usurpar a herança da mulher para casar com outra.Como não tem coragem de matá-la,tenta fazer com que ela pareça estar enlouquecendo.Consegue que ela seja internada e se torna o gestor da fortuna.E a pobre mulher,no meio dos loucos,acaba enlouquecendo também.
Na vida real não é muito diferente.A convivência com a loucura é algo que contamina,entra pelos poros,vai tomando conta de você.Em vários momentos,em maior ou menor grau,isso aconteceu comigo: eu acvhei que estava enlouquecendo também.
Uma dessas vezes foi num dia de Natal.Eu dera folga às acompanhantes.Ficara sozinha com minha mãe.Como ela continuava sem apresentar qualquer dificuldade de locomoção,levei-a para tomar sol e passear no calçadão.Depois,dei almoço para ela.Tudo transcorria sem problemas.Até que começou a escurecer.
Notei que, à medida que a tarde caía,mamãe ia ficando mais inquieta.Num dado momento,sen tou-se numa poltrona que ficava encostada à parede oposta à janela.Sentou-se e cravou as mãos nos braços da poltrona,como um astronauta se preparando para a decolagem.Assim,com as mãos crispadas,fixou os olhos na noite que descia lá fora e começou:
- quero ir embora daqui.
Falava baixinho, a pricípio.Mas depois foi num crescendo.E não parou mais.Em pouco tempo, o pedido se transformou em súplica.
- estou com medo.Por favor,me leva embora daqui!
Olhava-me com olhos injetados,agarrando meu braço para que lhe desse atenção,para que lhe prestasse socorro.Logo,gritava e chorava,como um afogado lutando para não morrer.
- pelo amor de Deus,pelo amor de Deus,estou lhe pedindo! por que você faz isso comigo?Por quê?
Mas às vezes parecia sucumbir à própria tragédia e tornava a chorar baixinho,uma criança perdida:
- eu quero ir embora....pelo amor de Deus...
Eu própria,já me sentindo desamparada,olhava em torno sem saber o que fazer.Mil vezes tentei explicar que estávamos em casa,que não havia perigo algum,que eu não deixaria que nada de mau lhe acontecesse.Mil vezes pedi, implorei que ficasse quieta, que se acalmasse,que acreditasse e confiasse em mim.Não sei quanto tempo se passou naquele embate,mas tenho certeza de que foi muito tempo.Mais do que eu podia suportar.
Até que, de repente, quase sem perceber, me flagrei olhando para a janela também.Para o vidro. O janelão de vidro com esquadria de alumínio, que tomava metade da parede. De lá,meus olhos baixaram para a mesinha de centro, onde havia um pilão de bronze, pesadíssimo. Por algunns segundos, em silêncio,talvez em câmera lenta,desenrolou-se em minha mente o filme: eu, caminhando até a mesinha,pegando com a mão direita o pilão pesadíssimo e atirando-o com toda força no vidro da janela.O estrondo.Os estilhaços.O caos.Um grito, uma gargalhada, um riso ensandecido que partiria o silêncio e destroçaria a tênue fronteira entre lucidez e loucura.
Era o que eu queria fazer.Alguma coisa dentro de mim clamava para que eu o fizesse.Ou talvez eu quisesse algo ainda pior,inconfessável.E,nesse instante,gritei.Gritei talvez para transformar em som - e não em gesto - meu ódio e meu horror.Gritei com todas as forças,e gritei chorando.Peguei o telefone,liguei para meu pai.Em prantos,pedi socorro.E,enquanto falava,pensei em Camus,no homem desesperado que matou a mãe por causa do sol.(pg 80.)"Heloisa Seixas, Editora Objetiva
Pois é, queridos.
Não é ficção, a jornalista relata o real.
Todos nós podemos passar esses momentos desesperadores.Sem exceções.
Introduzindo aqui a minha vivência com essências florais, nas fases em que me percebi "entrando na da tia" fui à farmácia e encomendei o emergencial da flora inglesa, ancorada pelo médico infectologista Edward Bach, na década de 30: o Rescue Remedy.E a ele acrescentei uma essência chamada Pink Yarrow ( Californiana), que tras( tras ou trás,heim?) uma proteção às pessoas muito vulneráveis às emoções alheias.Ela trata a empatia desequilibrada e fusão disfuncional com os outros.
O Rescue por si só garante uma boa possibilidade de centramento em ocasiões de choque.É composto de 5 essências que, combinadas, agem de forma exemplar em choques e traumas.
Usei em creme, me massageando generosa e periodicamente, o que me trouxe de volta o meu eu sem "caronas energéticas".
O que aqui falo sobre florais não significa em absoluto que acredite que florais são o caminho, o único caminho.Não.Há diversos tipos de terapia e técnicas de cura; quem sofre e se perde no sofrimento, deve procurar aquele que é o seu jeito de voltar à harmonia. Bom estar atentos à sincronicidade: sempre alguém ,uma palestra ou um livro nos mostra o caminho do momento.Podemos até nem perceber.Mas os sinais aparecem...
O meu ,tanto para uso como para auxílio do próximo, é a estrada das Essências Florais.
Esse trecho que agora posto para vocês muito me comoveu e acalentou. A corajosa autora descreve com riqueza de detalhes o que se passa conosco. E como de repente a gente se vê...
Ela se expõe e assim permite que nós consigamos lamentar sem culpa. E perder o medo da extrema solidão.
(pg 78)
"Nos filmes e nos livros é assim. O marido quer usurpar a herança da mulher para casar com outra.Como não tem coragem de matá-la,tenta fazer com que ela pareça estar enlouquecendo.Consegue que ela seja internada e se torna o gestor da fortuna.E a pobre mulher,no meio dos loucos,acaba enlouquecendo também.
Na vida real não é muito diferente.A convivência com a loucura é algo que contamina,entra pelos poros,vai tomando conta de você.Em vários momentos,em maior ou menor grau,isso aconteceu comigo: eu acvhei que estava enlouquecendo também.
Uma dessas vezes foi num dia de Natal.Eu dera folga às acompanhantes.Ficara sozinha com minha mãe.Como ela continuava sem apresentar qualquer dificuldade de locomoção,levei-a para tomar sol e passear no calçadão.Depois,dei almoço para ela.Tudo transcorria sem problemas.Até que começou a escurecer.
Notei que, à medida que a tarde caía,mamãe ia ficando mais inquieta.Num dado momento,sen tou-se numa poltrona que ficava encostada à parede oposta à janela.Sentou-se e cravou as mãos nos braços da poltrona,como um astronauta se preparando para a decolagem.Assim,com as mãos crispadas,fixou os olhos na noite que descia lá fora e começou:
- quero ir embora daqui.
Falava baixinho, a pricípio.Mas depois foi num crescendo.E não parou mais.Em pouco tempo, o pedido se transformou em súplica.
- estou com medo.Por favor,me leva embora daqui!
Olhava-me com olhos injetados,agarrando meu braço para que lhe desse atenção,para que lhe prestasse socorro.Logo,gritava e chorava,como um afogado lutando para não morrer.
- pelo amor de Deus,pelo amor de Deus,estou lhe pedindo! por que você faz isso comigo?Por quê?
Mas às vezes parecia sucumbir à própria tragédia e tornava a chorar baixinho,uma criança perdida:
- eu quero ir embora....pelo amor de Deus...
Eu própria,já me sentindo desamparada,olhava em torno sem saber o que fazer.Mil vezes tentei explicar que estávamos em casa,que não havia perigo algum,que eu não deixaria que nada de mau lhe acontecesse.Mil vezes pedi, implorei que ficasse quieta, que se acalmasse,que acreditasse e confiasse em mim.Não sei quanto tempo se passou naquele embate,mas tenho certeza de que foi muito tempo.Mais do que eu podia suportar.
Até que, de repente, quase sem perceber, me flagrei olhando para a janela também.Para o vidro. O janelão de vidro com esquadria de alumínio, que tomava metade da parede. De lá,meus olhos baixaram para a mesinha de centro, onde havia um pilão de bronze, pesadíssimo. Por algunns segundos, em silêncio,talvez em câmera lenta,desenrolou-se em minha mente o filme: eu, caminhando até a mesinha,pegando com a mão direita o pilão pesadíssimo e atirando-o com toda força no vidro da janela.O estrondo.Os estilhaços.O caos.Um grito, uma gargalhada, um riso ensandecido que partiria o silêncio e destroçaria a tênue fronteira entre lucidez e loucura.
Era o que eu queria fazer.Alguma coisa dentro de mim clamava para que eu o fizesse.Ou talvez eu quisesse algo ainda pior,inconfessável.E,nesse instante,gritei.Gritei talvez para transformar em som - e não em gesto - meu ódio e meu horror.Gritei com todas as forças,e gritei chorando.Peguei o telefone,liguei para meu pai.Em prantos,pedi socorro.E,enquanto falava,pensei em Camus,no homem desesperado que matou a mãe por causa do sol.(pg 80.)"Heloisa Seixas, Editora Objetiva
Pois é, queridos.
Não é ficção, a jornalista relata o real.
Todos nós podemos passar esses momentos desesperadores.Sem exceções.
Introduzindo aqui a minha vivência com essências florais, nas fases em que me percebi "entrando na da tia" fui à farmácia e encomendei o emergencial da flora inglesa, ancorada pelo médico infectologista Edward Bach, na década de 30: o Rescue Remedy.E a ele acrescentei uma essência chamada Pink Yarrow ( Californiana), que tras( tras ou trás,heim?) uma proteção às pessoas muito vulneráveis às emoções alheias.Ela trata a empatia desequilibrada e fusão disfuncional com os outros.
O Rescue por si só garante uma boa possibilidade de centramento em ocasiões de choque.É composto de 5 essências que, combinadas, agem de forma exemplar em choques e traumas.
Usei em creme, me massageando generosa e periodicamente, o que me trouxe de volta o meu eu sem "caronas energéticas".
O que aqui falo sobre florais não significa em absoluto que acredite que florais são o caminho, o único caminho.Não.Há diversos tipos de terapia e técnicas de cura; quem sofre e se perde no sofrimento, deve procurar aquele que é o seu jeito de voltar à harmonia. Bom estar atentos à sincronicidade: sempre alguém ,uma palestra ou um livro nos mostra o caminho do momento.Podemos até nem perceber.Mas os sinais aparecem...
O meu ,tanto para uso como para auxílio do próximo, é a estrada das Essências Florais.
UM BELO POEMA DE CECÍLIA MEIRELES, NESSE DIA EM MUITOS SENTEM UM CERTO VAZIO,POR TEREM SUAS MÃES DEMENCIADAS.
AMÉM
HOJE ACABOU-SE-ME A PALAVRA
E NENHUMA LÁGRIMA VEM.
ÁI, SE A VIDA SE ME ACABARA
TAMBÉM !
A PROFUSÃO DO MUNDO , IMENSA,
TEM TUDO, TUDO - E NADA TEM.
ONDE REPOUSAR A CABEÇA?
NO ALÉM?
FALA-SE COM OS HOMENS, COM OS SANTOS
CONSIGO, COM DEUS... E NINGUÉM
ENTENDE O QUE SE ESTÁ CONTANDO
E A QUEM...
MAS TERRA E SOL, LUAS E ESTRELAS
GIRAM DE TAL MANEIRA BEM
QUE A ALMA DESANIMA DE QUEIXAS,
AMÉM.
VAGA MÚSICA - CECÍLIA MEIRELES
HOJE ACABOU-SE-ME A PALAVRA
E NENHUMA LÁGRIMA VEM.
ÁI, SE A VIDA SE ME ACABARA
TAMBÉM !
A PROFUSÃO DO MUNDO , IMENSA,
TEM TUDO, TUDO - E NADA TEM.
ONDE REPOUSAR A CABEÇA?
NO ALÉM?
FALA-SE COM OS HOMENS, COM OS SANTOS
CONSIGO, COM DEUS... E NINGUÉM
ENTENDE O QUE SE ESTÁ CONTANDO
E A QUEM...
MAS TERRA E SOL, LUAS E ESTRELAS
GIRAM DE TAL MANEIRA BEM
QUE A ALMA DESANIMA DE QUEIXAS,
AMÉM.
VAGA MÚSICA - CECÍLIA MEIRELES
sábado, 9 de maio de 2009
DOIS LIVROS E UM FILME, PARA COMEÇAR
Duas publicações, nessa trajetória em águas alemãs, me deram uma visão alargada sobre a confusão onde me meti por minha própria escolha: O LUGAR ESCURO, de Heloisa Seixas E TRANSFORME SEU CÉREBRO ,TRANSFORME SUA VIDA, de Daniel Amen
O primeiro é o relato comovente de uma jornalista e sua dor extrema com a doença da mãe.Do ponto de vista dela, da filha.Seu desespero e a honesta descrição de suas reações e sentimentos.
O segundo é uma obra destinada ao leigo sobre o cérebro e seu funcionamento.O autor,um neurocientista afamado e genial, descreve as diferentes regiões cerebrais sua funções e a causa de certas disfunções. Não apenas descrições mas estudos,casos atendidos onde estão incluídos ele mesmo e sua família.
Por causa desta leitura, compreendi o motivo pelo qual as insanidades de minha tia Biga me atingiam como um sôco no estômago.
Descobri meus pontos fracos, entendi como as dores se armazenam...e fui me cuidar.
TENHAM UM SÁBADO PRODUTIVO E HARMÔNICO.
O primeiro é o relato comovente de uma jornalista e sua dor extrema com a doença da mãe.Do ponto de vista dela, da filha.Seu desespero e a honesta descrição de suas reações e sentimentos.
O segundo é uma obra destinada ao leigo sobre o cérebro e seu funcionamento.O autor,um neurocientista afamado e genial, descreve as diferentes regiões cerebrais sua funções e a causa de certas disfunções. Não apenas descrições mas estudos,casos atendidos onde estão incluídos ele mesmo e sua família.
Por causa desta leitura, compreendi o motivo pelo qual as insanidades de minha tia Biga me atingiam como um sôco no estômago.
Descobri meus pontos fracos, entendi como as dores se armazenam...e fui me cuidar.
TENHAM UM SÁBADO PRODUTIVO E HARMÔNICO.
ALZHEIMER RESEARCH COMUNIDADE NO ORKUT
Pessoas queridas, conhecidas ou não.Todos são queridos!
Compartilho que no ORKUT existe uma comunidade de ótimo nível chamada
ALZHEIMER RESEARCH, moderada pela doce e prestativa Rosana Nied.
Nessa comunidade há informações sobre a doença e suas complicações, em suas diversas facetas.Também um local de compartilhar, dar e receber ajuda.
Recomendações sobre nutrição e suas dificuldades, aspectos jurídicos, psicológicos, e tantos outros ítens como neurologia.
Na verdade a comunidade se tornou um porto seguro cheio de amigos que se respeitam e se ajudam.Recomendo com nota mil!
Compartilho que no ORKUT existe uma comunidade de ótimo nível chamada
ALZHEIMER RESEARCH, moderada pela doce e prestativa Rosana Nied.
Nessa comunidade há informações sobre a doença e suas complicações, em suas diversas facetas.Também um local de compartilhar, dar e receber ajuda.
Recomendações sobre nutrição e suas dificuldades, aspectos jurídicos, psicológicos, e tantos outros ítens como neurologia.
Na verdade a comunidade se tornou um porto seguro cheio de amigos que se respeitam e se ajudam.Recomendo com nota mil!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
MURO DAS LAMENTAÇÕES SEM CULPA
Queridos...eu ainda não li nada sobre as novas regras ortográficas,ok???
Devo dizer que conheço, a fundo, as dores de um cuidador.Sei o que acontece quando surgem ,vorazes, as loucuras da mente de nossos entes queridos demenciados. Inclusive o quanto é discriminada e reprimida a palavra loucura.
Mas é com algo assim assustador que nos defrontamos no caminhar lado a lado com a Demência de Alzheimer,ou outro tipo como a demência por múltiplos enfartos.
Lembro de um dia, quando ainda estava na casa de minha tia Abgail, de tê-la encontrado nua, no banheiro, com o gas aberto, a calcinha na cabeça e tentando acender o chuveiro.A cena foi chocante, e teve em mim um efeito paralisante.Eu fiquei bons momentos alí,estatalada.Até ter o impulso de agir.
Eu, perdida e confusa.Ela, apavorada,pois logo logo se deu conta da própria atitude.
Essa confusão e sensação de desamparo nos acompanha diversas vezes, mesmo hipotéticamente assisitidos por profissionais de saúde.Porque estamos todos confusos.As pessoas não adoecem da mesma forma.As fases são as mesmas,mas as reações várias. E nem todos os médicos são humildes o suficiente para simplesmente nos falar que também não sabem.Descobrimos sozinhos a solidão.
Sentimos desamparo, raiva, culpa,revolta.Sentimos compaixão, amor,nos emocionamos .Tudo de forma caótica ,alternada ou não.
Sanidade,insanidade.Sanidade,insanidade...
Os Jardins Paralelos são os locais onde plantamos flores da esperança de que a ciência caminhe mais e mais, complementada pela visão espiritual desses processos demenciais.
Planto nossos sonhos de que, um dia, a doença não nos leve a um cabo de guerra entre a alopatia e a homeopatia. Entre a alopatia e as essências florais.Todos caminhos necessários para a sobrevivência psicológica e emocional de todos os envolvidos no processo.
Espero a primavera , sendo amante inconteste do outono.
Os Jardins Paralelos são locais emocionais que espero cultivar aqui, auxiliando quem necessitar de apoio com as essências florais,que tanto me mantiveram bem em meio à confusão.Poderia ter sido pior o período de depressão que enfrentei se não fossem os florais.
Paralelos porque agora,agorinha,quando estou esperando a próxima troca de fraldas ou subida de pressão arterial da tia Ivone, outros mundos nem imaginam que existimos...e creio que sequer no infinito nos encontraremos.Não importamos.
Nosso dia a dia encarando fezes e urina afastam qualquer um que já não viva algo assim.Isso assusta.Isso,para outros mundos, é inimaginável.Inadimissível.
- contrate alguém...
É o que é dito sempre.Sugestão leviana quando não há renda para tal.
Sei disso por ter feito parte desses outros mundos,em outras épocas de minha vida.
Tenho tanta coisa a colocar aqui no muro...
Sugiro que entrem sempre com esse título, esse mote : Lamentações sem Culpa.
Devo dizer que conheço, a fundo, as dores de um cuidador.Sei o que acontece quando surgem ,vorazes, as loucuras da mente de nossos entes queridos demenciados. Inclusive o quanto é discriminada e reprimida a palavra loucura.
Mas é com algo assim assustador que nos defrontamos no caminhar lado a lado com a Demência de Alzheimer,ou outro tipo como a demência por múltiplos enfartos.
Lembro de um dia, quando ainda estava na casa de minha tia Abgail, de tê-la encontrado nua, no banheiro, com o gas aberto, a calcinha na cabeça e tentando acender o chuveiro.A cena foi chocante, e teve em mim um efeito paralisante.Eu fiquei bons momentos alí,estatalada.Até ter o impulso de agir.
Eu, perdida e confusa.Ela, apavorada,pois logo logo se deu conta da própria atitude.
Essa confusão e sensação de desamparo nos acompanha diversas vezes, mesmo hipotéticamente assisitidos por profissionais de saúde.Porque estamos todos confusos.As pessoas não adoecem da mesma forma.As fases são as mesmas,mas as reações várias. E nem todos os médicos são humildes o suficiente para simplesmente nos falar que também não sabem.Descobrimos sozinhos a solidão.
Sentimos desamparo, raiva, culpa,revolta.Sentimos compaixão, amor,nos emocionamos .Tudo de forma caótica ,alternada ou não.
Sanidade,insanidade.Sanidade,insanidade...
Os Jardins Paralelos são os locais onde plantamos flores da esperança de que a ciência caminhe mais e mais, complementada pela visão espiritual desses processos demenciais.
Planto nossos sonhos de que, um dia, a doença não nos leve a um cabo de guerra entre a alopatia e a homeopatia. Entre a alopatia e as essências florais.Todos caminhos necessários para a sobrevivência psicológica e emocional de todos os envolvidos no processo.
Espero a primavera , sendo amante inconteste do outono.
Os Jardins Paralelos são locais emocionais que espero cultivar aqui, auxiliando quem necessitar de apoio com as essências florais,que tanto me mantiveram bem em meio à confusão.Poderia ter sido pior o período de depressão que enfrentei se não fossem os florais.
Paralelos porque agora,agorinha,quando estou esperando a próxima troca de fraldas ou subida de pressão arterial da tia Ivone, outros mundos nem imaginam que existimos...e creio que sequer no infinito nos encontraremos.Não importamos.
Nosso dia a dia encarando fezes e urina afastam qualquer um que já não viva algo assim.Isso assusta.Isso,para outros mundos, é inimaginável.Inadimissível.
- contrate alguém...
É o que é dito sempre.Sugestão leviana quando não há renda para tal.
Sei disso por ter feito parte desses outros mundos,em outras épocas de minha vida.
Tenho tanta coisa a colocar aqui no muro...
Sugiro que entrem sempre com esse título, esse mote : Lamentações sem Culpa.
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